Expor a extrema gravidade da situação

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Uma grande turbulência perpassa pelos nossos países. Em França, há mais de 5.000.000 de desempregados inscritos nos serviços de emprego (Pôle Emploi), há centenas de milhares de desempregados que esgotaram o prazo de atribuição do subsídio de desemprego e há milhões de pobres e de trabalhadores precários. Centenas de milhares de famílias enfrentam já as maiores dificuldades em pagar a renda de casa e os respetivos encargos, e tudo indica que mergulharemos em breve numa nova recessão.

Após mais de 30 anos de crises, a palavra crise já não tem grande significado. Há quem pense que se trata apenas de um parêntesis que se fechará em breve e que tudo recomeçará novamente como dantes. Nada disso!

“A próxima crise pode ser mais grave do que a de 1930”, afirmou o Governador do Banco de Inglaterra[1]. Em França, o Presidente da Entidade Reguladora dos Mercados Financeiros (AMF) explicou que nos arriscamos a “um colapso total do sistema económico mundial”[2]. “É muito provável que a situação venha a ser pior do que em 2008”, escreveu Olivier Blanchard, Economista-chefe do FMI[3].

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A DÍVIDA TOTAL DOS ESTADOS UNIDOS ATINGE 358 % DO PIB

No primeiro trimestre de 2011, enquanto a dívida pública dos Estados Unidos aumentou 380 mil milhões de dólares, o PIB aumentou apenas 50 mil milhões. Cada vez maior dívida pública, para cada vez menor crescimento económico! A primeira economia mundial é como um automóvel que precisa de um litro de óleo a cada 300 metros. A qualquer momento pode partir uma biela e explodir o motor. Preveem-se cortes orçamentais gigantescos a partir de 2013, que podem mergulhar a economia dos Estados Unidos numa recessão histórica.

 

A BOLHA IMOBILIÁRIA NA CHINA…

atingiu mais do dobro do máximo atingido pela bolha imobiliária nos Estados Unidos antes da crise do “subprime”. Em 2009, para evitar a recessão, o governo chinês deu ordens aos bancos para aceitarem todos os pedidos de empréstimo que lhes fossem apresentados.

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NUM ANO, FOI INSUFLADO 44 % DO PIB NA ECONOMIA CHINESA…

sendo 30% pelo crédito privado e 14% pela dívida pública. Construiu-se por toda a parte. Em toda a parte há uma pletora de construções desocupadas. Um responsável chinês anunciava, no final de 2012, que seria de esperar uma baixa de 40 a 50% dos preços do imobiliário. Viu-se, em Espanha, o que resulta do rebentamento de uma bolha destas: o desemprego triplicou, em três anos[4]. O que se irá passar na China, onde há já 20% de desemprego e onde os protestos sociais são cada vez mais violentos? O rebentamento da bolha imobiliária e a baixa simultânea das exportações formam um cocktail explosivo.

 

OS “BRICS” SÓ POR SI NÃO SALVARÃO A ECONOMIA MUNDIAL

O Brasil veio anunciar que o seu crescimento económico seria nulo em 2011[5]. Na Índia, a produção industrial baixou 5% num ano [6]. Todos os que afirmavam que a China e o Brasil iriam propulsionar o crescimento económico mundial e que não haveria nenhum risco duma segunda recessão demonstraram que não tinham percebido nada sobre o funcionamento da economia real. Uma vez mais!

 

A PRÓXIMA CRISE PODE SER MAIS GRAVE DO QUE A DE 2008…

porque, salvo mudança rápida das “regras do jogo”, os estados já não terão capacidade de socorrer o sistema financeiro, em caso de choque violento. Quando o banco Lehman Brothers caiu, o pânico durou apenas alguns dias, porque Bush e Paulson anunciaram que estavam dispostos a pôr 700 mil milhões de dólares em cima da mesa. A calma voltou rapidamente, visto que ninguém duvidava da capacidade de ambos em pagar estes 700 mil milhões, mas, em todo o caso, o choque provocou uma recessão mundial e dezenas de milhões de desempregados através do planeta… Três anos depois, ninguém sabe como é que o Presidente Obama arranjaria uma tal quantia se fosse necessária. É preciso, portanto, evitar, em absoluto, chegar a essa situação.

 

“O CAPITALISMO VIVE UMA CRISE SUICIDÁRIA PARA A HUMANIDADE”…

afirmava Michel Rocard, já em 2007[7]. Cinco anos mais tarde, nada mudou. Ou mudou para pior! Em vez de atacar as raízes da crise, em vez de modificar radicalmente um sistema económico que todos, em 2008, diziam querer transformar profundamente, os nossos dirigentes continuaram em fuga para a frente, substituindo apenas a “transfusão” de dívida privada por uma “transfusão” de dívida pública[8]. Até quando será possível manter esta fuga para a frente? É cada vez mais claro que as nossas economias se aproximam do abismo… É necessário agir. Agir rapidamente e vigorosamente. O que supõe, em primeiro lugar, e antes de tudo, fazer o diagnóstico correto sobre a crise.

Sair da confusão. Fazer, enfim, o diagnóstico correto.

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Por que razão as políticas conduzidas, desde há 4 anos, não conseguiram tirar-nos da crise e por que, por vezes, chegaram mesmo a agravar os problemas? É porque o diagnóstico geralmente apresentado não é o correto.

Hoje, os nossos políticos encontram-se completamente paralisados por quererem “acalmar os mercados financeiros” com as suas exigências totalmente contraditórias: face aos riscos de recessão, será que devemos lançar novos programas de relançamento económico até sermos esmagados pela dívida pública, ou será que devemos aprovar planos de austeridade, entrando imediatamente em recessão (o que agravará a crise social e os problemas das finanças publicas, como se vê na Grécia e em Portugal)?

graph_4Como sair deste dilema? Por que razões as nossas economias entram em recessão quando são privadas da sua “droga”? Por que razão os nossos países se tornaram dependentes da dívida pública? Compreendem-se claramente as causas desta dependência quando se analisam as estatísticas do Federal Reserve americano, dos últimos 60 anos. Até 1981, o rácio dívida pública / PIB foi perfeitamente estável[9]. A economia não necessitava de endividamento para crescer regularmente, visto que as convenções coletivas asseguravam uma progressão regular dos salários e uma repartição equitativa entre assalariados e acionistas. Este “compromisso fordista” permitiu aos Estados Unidos registar 30 anos de prosperidade. Sem dívida pública.

 

Mas, em 1981, chega Ronald Reagan à Casa Branca. Os neoliberais baixam os impostos dos mais ricos, ao mesmo tempo que as políticas de desregulamentação levam a uma grande precariedade e à redução da parte dos salários no rendimento. É a partir daqui que milhões de americanos se vão endividar para manterem o seu nível de vida. É a partir daqui que o endividamento dispara.

Os Estados Unidos não são exceção: nos 15 países mais ricos da OCDE, a parte dos salários, que representava, em média, 67 % do PIB em 1982, representa hoje apenas 57 % [10].

No contexto de desemprego massivo, que assalariado está em condições de negociar um aumento de salário? Quem poderá demitir-se, pensando que arranja rapidamente outro emprego? “Quem está mal que se mude!”. O medo do desemprego está em todas as cabeças, e a parte da riqueza produzida que cabe aos salários desceu ao seu mais baixo nível histórico.

 

“Na zona euro, em cada ano, as empresas tiram aos trabalhadores o equivalente a 1 % do PIB, a acrescentar ao que tiraram nos anos anteriores”, explica Patrick Artus, Diretor dos Estudos do Natixis.

 

Durante anos, a economia só continuou a crescer porque se distribuía, por meio do endividamento, o poder de compra que não se atribuía em salários. Segundo Patrick Artus, “sem o aumento do endividamento das famílias, o crescimento económico teria sido nulo, na zona euro, desde 2002. E, antes desta data, foi o endividamento das empresas que alimentou o crescimento económico”[11].

 

No total, em 30 anos, foram montantes consideráveis os que foram canalizados para os mercados financeiros em vez de canalizados para os assalariados e, desta forma, também para o Estado, através do IVA. Será que estes recursos terão favorecido a investigação ou o investimento? A resposta é não. Todos os estudos mostram que as despesas de investimento e em investigação têm sido estáveis. Estas somas colossais foram apropriadas por um reduzido número de indivíduos. A Europa esfalfou-se durante meses para arranjar 110 mil milhões de euros para salvar a Grécia, enquanto a fortuna acumulada por 0,2% das pessoas mais ricas do planeta está avaliada em 39.000 mil milhões de euros!

 

Em 2008, todos afirmavam que a origem da crise se encontrava no capitalismo desregulado e no nível insuportável das desigualdades. Joseph Stiglitz denunciava “o triunfo da cupidez”. Em 2007-2008 o diagnóstico era claro: “tal como a crise de 1929, a crise atual resulta do nível inaceitável das desigualdades. Resulta da desregulação e do neoliberalismo” [12]. Mas, recentemente, devido à situação da Grécia (onde o setor estatal e o não-estatal são largamente responsáveis pela crise), o Estado-Providência voltou novamente ao banco dos réus.

 

QUE REVIRAVOLTA DRAMÁTICA!

Devido à situação na Grécia, os neoliberais voltaram ao ataque com uma indecência jamais vista.

A questão da dívida dos Estados é, evidentemente, muito importante (entre 80% e 90% do PIB, em França e na Alemanha). Mas, em vez de congelar as pensões de reforma e cortar nos gastos na saúde e na educação, não seria mais útil, pelo contrário, utilizar todas as alavancas fiscais possíveis para recuperar uma boa parte das atuais “dívidas dos mercados” (as somas consideráveis que os tais 0,2% dos mais ricos devem às populações dos nossos países), se considerarmos que a repartição de rendimentos entre trabalhadores e acionistas era justa e eficaz nos anos 1970?[13]

Não se trata aqui de minimizar as responsabilidades (ou a irresponsabilidade) dos governos e dos cidadãos, mas apenas de formular o diagnóstico mais correto possível da situação.

 

Porque se o diagnóstico for errado, não há possibilidade alguma de curar a doença.

 

Para crise global, resposta global.

Face a uma crise global, devemos dar uma resposta global. As raízes da crise residem nos últimos 30 anos de desemprego e de precariedade[14]. Foi devido ao desemprego em larga escala que a parte dos salários no valor acrescentado diminuiu tanto. Foi por causa do desemprego, dos empregos precários e dos salários de míngua que as economias dos nossos países passaram a necessitar de endividamento crescente. O desemprego não é apenas uma das consequências da crise. É também uma das suas principais causas.

Para nos libertarmos da nossa dependência da dívida, será, evidentemente, indispensável regular os mercados financeiros e taxar os mais altos rendimentos, mas será sobretudo indispensável combater frontalmente o desemprego: Só dando um verdadeiro emprego às pessoas e assegurando uma real capacidade de negociação dos salários é que poderemos vencer duravelmente a crise e sair da nossa dependência da dívida.

Em 1944, antes de convocar a cimeira de Bretton Woods, destinada a reconstruir o sistema financeiro internacional, Roosevelt organizou a cimeira de Filadélfia, que adotou, como prioridade absoluta, um certo número de regras sociais: “Não haverá paz durável sem justiça social”, afirmavam Roosevelt e os outros Chefes de Estado, antes de definirem as regras sobre os salários, o tempo de trabalho e a repartição entre salários e dividendos… Regras muito concretas, a respeitar em cada país, assim como no comércio mundial. Até serem desmanteladas pelos neoliberais, estas regras asseguraram 30 anos de prosperidade, sem endividamento.

 

BOAS NOTÍCIAS!

 

Se foram decisões políticas o que nos conduziu à crise, então serão outras decisões políticas que nos poderão tirar da crise. Não há nenhuma fatalidade, nenhuma força do Destino que nos arraste inexoravelmente para o caos. O nosso destino está nas nossas mãos!

Por muito que desagrade aos neoliberais, a justiça social não é um luxo ao qual deveríamos renunciar por causa da crise. Pelo contrário! Reconstruir a justiça social é hoje a prioridade absoluta e a única maneira de acabar com a nossa dependência da dívida pública.

Último elemento do diagnóstico: a gravidade da crise financeira e da crise social não nos pode fazer esquecer a crise energética, a crise climática e a crise alimentar. Todos os estudos publicados aquando da cimeira de Durban mostram que as alterações climáticas estão em aceleração. Recentemente, em numerosas regiões de França, os agricultores foram obrigados a abater parte dos seus rebanhos, porque a seca não lhes permitia alimentar a totalidade do gado, no momento preciso em que centenas de milhões de pessoas passam fome por esse mundo fora. Dispomos de poucos anos para agir se queremos evitar que a questão climática e a questão energética provoquem catástrofes repetitivas e graves conflitos armados.

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“Nenhuma outra geração foi obrigada a gerir simultaneamente tantas crises de tão grande amplitude”, escrevia recentemente Henry Kissinger no Herald Tribune. Mas a dificuldade desta tarefa não nos deve fazer desanimar:

1 – Não temos escolha. Trata-se das nossas vidas e das vidas dos nossos filhos. Olhar para o outro lado, desertar ou esperar um milagre é impossível. É indispensável agir se queremos evitar uma crise “mais grave do que a de 1930”.

2 – Em vez de esperar pela ação milagrosa de um homem ou de uma mulher providenciais, devemos ser o mais numerosos possível a refletir e a agir em comum. Poderemos assim enfrentar muito bem os desafios e fazer valer as nossas soluções no debate público.

 

Decidimos agir

 

A PRIMEIRA BATALHA A TRAVAR HOJE É UMA BATALHA INTELECTUAL

Face à contraofensiva dos neoliberais e face às derivas populistas é indispensável que o debate parta de um diagnóstico correto da situação:

1 – A crise para a qual caminhamos, se não mudarmos rapidamente de política, será nitidamente mais grave do que todas as crises que se repetem desde há 30 anos. É indispensável acabar com os discursos ocos e passar a terapêuticas de urgência.

2 – Trata-se, antes de tudo e essencialmente, de uma crise do capitalismo desregulado e não de uma crise do Estado-Providência. Como afirmava Michel Rocard, em 2007: “Já ninguém tem coragem de falar do capitalismo. Sou o único a utilizar o termo, quando este sistema vive uma crise suicidária para a humanidade. Nós, os socialistas, deveríamos estar em boa posição para explicar esta crise e para lhe dar resposta”[15]. “A social-democracia ficou muda sobre o que era o seu principal inimigo”, lamentam igualmente Stéphane Hessel e Edgar Morin[16].

Numerosas pessoas de esquerda preferem manter-se vagos na análise da crise, receosos de poderem ser considerados como “horrorosos marxistas”. Paradoxalmente, Michel Rocard, por vezes considerado demasiado “centrista”, é um dos raros a dizer as coisas com franqueza: quando a OCDE mostra que a parte dos salários no PIB baixou 10%, quando o International Herald Tribune afirma que nunca nos últimos 80 anos a parte do PIB que vai para os acionistas atingiu um valor tão elevado[17], quando o Diretor dos Estudos do Natixis escreve que “em cada ano, as empresas tiram aos trabalhadores o equivalente a 1% do PIB, a acrescentar ao que tiraram nos anos anteriores”, esperar-se-ia que a esquerda trouxesse para o debate público uma análise clara da crise e aparecesse menos na defensiva. E isto tanto mais que os neoliberais tentam “desviar a conversa” e reduzir todos os problemas à questão dos limites do Estado-Providência.

 

UMA CONFUSÃO MORTAL

A questão do diagnóstico correto é essencial. Não é, em absoluto, nem uma questão acessória nem “teórica”. Se conseguirmos sair da confusão atual, se conseguirmos que este duplo diagnóstico sobre a gravidade e sobre a verdadeira natureza da crise seja partilhado pelo maior número de pessoas, então será fácil depois chegar rapidamente a um largo consenso sobre as soluções, tal como o Conselho Nacional da Resistência, em França, durante a guerra, soube criar um consenso muito alargado, que ia dos gaulistas aos comunistas, em torno de medidas de justiça social.

Em contrapartida, se permitimos que a confusão se instale, que os insultos e o arranjar bodes expiatórios se substituam à análise racional, é provável que não consigamos alterar as políticas antes que o sistema colapse.

Em 2011, em todo o mundo, houve movimentos de cidadania que despertaram o debate público. Nos Estados Unidos, o movimento “Occupy Wall Sreet” conseguiu fazer evoluir o discurso de Barack Obama.

 

É POR ESTAS RAZÕES QUE CRIÁMOS O COLETIVO ROOSEVELT

O Coletivo congrega mulheres e homens com percursos muito diferentes, mas que partilham o mesmo sentimento de urgência e a mesma vontade de agir em defesa da Justiça Social.

O nosso objetivo é simples: utilizar todos os meios ao nosso alcance para levar ao conhecimento do maior número de pessoas e impor aos nossos dirigentes 15 medidas radicais, mas realistas, para controlar os mercados financeiros, lutar contra o desemprego e construir, enfim, uma Europa democrática que seja capaz de agir eficazmente no seio da globalização.

“Não podemos contar com quem criou os problemas, para os resolver”, afirmava Albert Einstein. A política é uma coisa demasiado séria para ser deixada apenas aos partidos políticos. Se tivéssemos esperado um acordo entre diplomatas, o Muro de Berlim estaria ainda de pé. Em 1989, foram os cidadãos que se levantaram e que derrubaram um sistema político que negava a dignidade do Homem. “Cada um de nós pode mudar o mundo.

 

Mesmo se não temos poder algum, mesmo se não temos a mínima importância, cada um de nós pode mudar o mundo”, escrevia Vaclav Havel, umas semanas após a queda do Muro.

Em 1989, foram mulheres e homens “sem a mínima importância” que mudaram o curso da História. Hoje, cumpre-nos a nós, aos cidadãos, dizer em que sociedade queremos viver. Numa sociedade de injustiça e de caos ou numa sociedade de equilíbrio e de convivialidade? Cumpre-nos escolher. Cumpre-nos agir.


[1] Mervin King, Sky News, 06/10/2011.

[2] Jean-Pierre Jouyet, France-Inter, 29/9/2011.

[3] Blog do FMI, 21/12/2011.

[4] Le Monde, 28/10/2011.

[5] AFP, 06/12/2011.

[6] Les Echos, 16/12/2011.

[7] Le Parisien, 25/08/2007.

[8] A imagem é de Joseph Stiglitz, prémio Nobel de Economia.

[9] Neste gráfico figura a dívida total dos Estados Unidos (à exclusão da dívida do setor financeiro) ou seja: a dívida das famílias + a dívida das empresas + a dívida das Autarquias + a dívida do Estado federal.

[10] Relatório da OCDE, Croissance et inégalités, 2008.

[11] Les incendiaires, Perrin, 2007.

[12] Le Figaro, 11/06/2010.

[13] Se a França tivesse dito SIM à Alemanha quando esta propunha a criação duma Europa política e democrática (proposta de Wolfgang Schäube de 1996 e de Joscha Fischer de 2000) a Europa estaria certamente mais forte face à crise…

[14] Infelizmente a Alemanha também não evitou o aumento da precariedade do emprego: após a reforma Hertz 4, o número de “pequenos empregos” a tempo parcial aumentou de tal maneira que, mesmo antes da crise do “subprime”, a duração média do trabalho semanal descera a 30,3 horas (sem contar as pessoas sem emprego). Em euros constantes (ou seja corrigidos da inflação), mais de 80% dos alemães sofreram, a partir do ano 2000, uma baixa dos seus salários. Se o resto da Europa não tivesse continuado a distribuir poder de compra e não tivesse comprado produtos alemães, a Alemanha estaria em recessão económica desde há vários anos.

[15] Le Parisien, 25/08/2007.

[16] Le chemin de l’espérance, 10/2011.

[17] International Herald Tribune, 26/11/2011.